segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O REALISMO POR TRÁS DA GLOBALIZAÇÃO

Ouvimos dizer que a globalização é um fenômeno que está presente, e que não temos como escapar disso. Globalização dos meios de produção, dos meios de comunicação, do mercado consumidor, das novas tecnologias e tantas outras.
Analisando dessa maneira, esse fenômeno realmente nos proporciona situações interessantes como: nos comunicar com pessoas do outro lado do mundo, receber notícias em tempo real do que se passa em cada canto do planeta, ter contato com culturas que tempos atrás nos pareciam tão distantes e até mesmo inalcançáveis. Entretanto, esta é uma maneira um tanto quanto romântica de se falar de Globalização.
Falemos de uma maneira mais Machadiana, ou realista, como preferirem.
Para que a maior parte do mundo possa usufruir dos efeitos positivos da Globalização, regiões como a África, parte da América e algumas outras isoladas, são exploradas pelas grandes potências, tornando-se assim cada vez mais escassas de recursos naturais, mais carentes da positividade que pode oferecer a tal Globalização.
E a fome? E a sede? Por que estes fatores continuam exclusivos de algumas regiões do globo?
Certas regiões não foram apresentadas a este fenômeno que promete encurtar distâncias, equiparar a qualidade de vida e ao contrário da maioria dos países que hoje comemora a expansão das multinacionais, o surgimento de novas tecnologias, os habitantes destas áreas comemoram ao ver um caminhão velho, que leva comida até suas casas, ou até mesmo uma simples criação, bruta, de um poço com água limpa para se beber.
Um exemplo recente: Uma empresa britânica, com investimento de várias empresas de todas as partes do mundo, ao explorar petróleo no Golfo do México, comete um erro, erro que prejudicará o mundo todo, até mesmo àqueles que não se beneficiariam com os absurdos lucros que gerariam futuramente este petróleo.
Parece que a tal Globalização não é uma boa mãe, que consegue abraçar todos os seus filhos com o mesmo carinho, parece mais uma mãe interesseira que só se aproxima por dinheiro, e não por igualdade, por necessidade ou simplesmente por amor, parece mais com as madrastas dos desenhos animados, que pune e maltrata àqueles que já pagaram o alto preço de nascer.

                                                                                                                    Por Vinicius Bopprê

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